terça-feira, 4 de agosto de 2015

04 de Agosto, Dia do Sacerdote (Dia do Padre), Dia de São João Maria Vianney.

A Igreja Católica celebra no dia 04 de agosto a Festa de São João Maria Vianney, padroeiro dos sacerdotes, canonizado pelo papa Pio XI e descrito pelo mesmo como “homem extraordinário e todo apostólico, padroeiro celeste de todos os párocos de Roma e do mundo católico”.

Conhecido em todo o mundo como o Santo Cura d’Ars, São João Maria nasceu na França, em 1786. Depois de passar por grandes provações e dificuldades associadas às suas poucas aptidões intelectuais, foi finalmente ordenado sacerdote em 1815. João Maria era tão pouco dotado que o prelado responsável pela sua ordenação não acreditava que o novo sacerdote tivesse capacidade para pregar e confessar, pois considerava-o com capacidade intelectual insuficiente para tal ministério. No entanto, sua suposição não poderia estar mais errada.

O recém-ordenado sacerdote foi enviado para uma pequena povoação chamada Ars, no interior da França, que não contava mais do que 250 habitantes. E foi lá que ele se tornou um dos mais famosos confessores da história da Igreja, destacando-se pela sua entrega total aos deveres e obrigações do ministério sacerdotal e pelos seus conselhos e pregações divinamente inspirados.

São João Maria Vianney pode ser retratado como o melhor exemplo das palavras profetizadas pelo apóstolo Paulo: “Deus escolheu o que o mundo considera vil e desprezível; escolheu os que nada são para reduzir a nada aqueles que são alguma coisa” (1Cor 1,28).

sábado, 1 de agosto de 2015

01 de Agosto – Dia de Santo Afonso Maria de Ligório

 

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Afonso de Ligório nasceu no dia 27 de setembro de 1696, no povoado de Marianela, em Nápoles, na Itália. Seus pais, cristãos, ricos e nobres, ao se depararem com sua inteligência privilegiada, deram-lhe todas as condições e todo o suporte para tornar-se uma pessoa brilhante. Enquanto seu pai o preparava nos estudos acadêmicos e científicos, sua mãe preocupava-se em educá-lo nos caminhos da fé e do cristianismo. Ele cresceu um cristão fervoroso, músico, poeta, escritor e, com apenas 16 anos de idade, doutorou-se em Direito Civil e Eclesiástico.

Passou a advogar e atender no fórum de Nápoles, porém jamais abandonou sua vida espiritual, que era muito intensa. Sempre foi muito prudente, nunca advogou para a Corte, atendia a todos, ricos ou pobres, com igual empenho. Porém atendia, em primeiro lugar, os pobres, que não tinham como pagar um advogado, não por uma questão moral, mas porque era cristão.
Depois de dez anos, tornara-se um memorável e bem sucedido advogado, cuja fama chegara aos fóruns jurídicos de toda a Itália. Entretanto, por exclusiva interferência política, perdeu uma causa de grande repercussão social, ocasionando-lhe uma violenta desilusão moral. A experiência do mundo e a forte corrupção moral já eram objeto de suas reflexões, após esse acontecimento decidiu abandonar tudo e seguir a vida religiosa.
O pai, a princípio, não concordou, mas, vendo o filho renunciar à herança e aos títulos de nobreza com alegria no coração, aceitou sua decisão. Afonso concluiu os estudos de Teologia, sendo ordenado sacerdote aos 30 anos, em 1726. Escolheu o nome de Maria para homenagear o Nosso Redentor por meio da Santíssima Mãe, aos quais dedicava toda a sua devoção, e agora também a vida.
Desde então, colocou seus muitos talentos a serviço do Povo de Deus, evidenciando ainda mais os da bondade, da caridade, da fé em Cristo e do conforto espiritual que passava a seus semelhantes. Em suas pregações, Afonso Maria usava as qualidades da oratória e colocava sua ciência a serviço do Redentor. As suas palavras eram um bálsamo aos que procuravam reconciliação e orientação, por meio do confessionário, ministério ao qual se dedicou durante todo o seu apostolado. Aos que lhe perguntavam qual era o seu lema, dizia: "Deus me enviou para evangelizar os pobres".
Para viver plenamente o seu lema, em 1732, fundou a Congregação do Santíssimo Redentor, ou dos Padres Redentoristas, destinada, exclusivamente, à pregação aos pobres e nas regiões de população abandonada, sob a forma de missões e retiros. Ele mesmo viajou por quase todo o sul da Itália pregando a Palavra de Deus e a devoção a Maria, entremeando sua atividade pastoral com a de escritor de livros ascéticos e teológicos. Com tudo isso, conseguiu a conversão de muitas pessoas.
Em 1762, obedecendo à indicação do papa, aceitou ser o bispo da diocese de Santa Águeda dos Godos, onde permaneceu por 13 anos. Portador de artrite degenerativa deformante, já paralítico e quase cego, retirou-se ao seu convento, onde completou sua extensa e importantíssima obra literária, composta de 120 livros e tratados. Entre os mais célebres estão: "Teologia moral", "Glórias de Maria", "Visitas ao SS. Sacramento" e "Tratado sobre a oração".
Após 12 anos de muito sofrimento físico, Afonso Maria de Ligório morreu, aos 91 anos, no dia 1º de agosto de 1787, em Nocera dei Pagani, Salerno, Itália. Canonizado em 1839, foi declarado doutor da Igreja em 1871. O papa Pio XII proclamou santo Afonso Maria de Ligório Padroeiro dos Confessores e dos Teólogos de Teologia Moral em 1950.